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O abandono como forma de agressão

Publicado em 08/08/2018

 

A violência em si, vai muito além da agressão física, verbal  ou psicológica, uma agressão pouco comentada, mas talvez a pior delas: a agressão do abandono, a impotência de não servir para mais nada. Em especial aqui o abandono após o diagnóstico de um câncer.

Diariamente são ouvidos casos de abandono de incapazes: pais, filhos, avós, simplesmente pessoas hoje e ao longo da história são descartadas como objetos, ou como animais. Na verdade animais também não merecem nenhum tipo de violência.

Exemplo os manicômios, o mais famoso deles em Minas Gerais, o Hospital Colônia de Barbacena. O amor esfriou no coração das pessoas, a maldade e a frieza aos poucos estão tomando espaço. Para nenhuma violência deve haver explicações ou motivos que as justifique.

Não tem como não se comover,  é uma realidade crescente  que infelizmente acontece, cada vez mais próximo.  Um abandono que corrói a alma, a autoestima e literalmente o corpo ao mesmo tempo. Às vezes vem a pergunta, como um casal pode conviver durante anos, quando o parceiro mais precisa é abandonado? Se não existe mais amor, então que seja por empatia, compaixão, sentimento bom de dizer: “ei, estou aqui do seu lado”, “vamos enfrentar juntos essa situação.” Palavras humanas de esperança e apoio, não custa nada!  Aqui o amor foi empregado  na sua forma mais sublime.

Várias pesquisas são divulgadas em veículos de comunicações confiáveis: a autoestima, força de vontade e acreditar em Deus ajuda muito no tratamento. Há muitos casos que só mesmo a fé pode explicar.  Todos tem consciência o quão difícil é uma separação. Imagina uma separação logo após um diagnóstico da doença? São milhares de pesadelos familiares a serem enfrentados: filhos, finanças. Além da tortura psicológica, acompanham também as dores intensas com tratamento.

Existem casos que a separação é a melhor decisão a ser tomada, se o parceiro for incessível, gerando cobranças, humilhações e agravando a situação e comprometendo o tratamento.

Infelizmente isso também acontece, principalmente se não se tem para onde ir, ou familiares próximos, o parceiro continua sua vida normal e a indiferença toma conta debaixo do mesmo teto.

Nesse mundo cruel, onde reina a indiferença, o melhor é estar preparado e aceitar as provações. Deve confiar nas pessoas, mas lembrando que nem todas vão estar ao lado, principalmente quando começar a dar trabalho. Nunca mais será visto com os mesmos olhos de antigamente.

A companhia certa que vai estar ao lado todos os dias, ajudando e apoiando nessa situação é Deus, se for dado abertura para Ele agir.

Tudo será mais sereno, mesmo não havendo possibilidade de cura. E se houver, vai receber atenção e providências necessárias ao longo do tratamento.

LAURA NASCIMENTO

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