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A Maravilhosa Arte da Docência

Publicado em 02/01/2017

Prezados leitores, espero que todos tenham passado um Natal com muita harmonia e desejo que o ano de 2017 possa trazer-lhes muita alegria.
No último mês de 2016 aconteceram dois fatos interessantes que muito me alegraram. Um deles foi provocado por mim. Consegui reunir-me com quatro amigos que se formaram comigo no antigo 2º grau no Colégio Militar de Belo Horizonte em 1983. Dois deles eu não os via desde a nossa formatura. Passamos juntos uma tarde agradabilíssima.
O segundo fato foi totalmente inesperado, uma surpresa em forma de e-mail que me deixou muito feliz.
Em 1991 e 1992 eu era um jovem tenente e comandava o 2º Pelotão Especial de Fronteira em Normandia, cidade com pouquíssimos habitantes no estado de Roraima. Devido à falta de pessoas capacitadas, convidaram-me para dar aula no único colégio local e aceitei. Eu não possuía licenciatura, mas imaginei que seria uma excelente oportunidade para dar início a um desejo adormecido: dar aula de Matemática. Assim nasceram meus primeiros passos na docência. Dei aula para duas turmas e tive o privilégio de ser paraninfo da primeira turma de 2º grau do colégio. Na formatura, proferi um emocionado discurso e dei os parabéns a cada um dos formandos. Dirigi-me a um deles e disse-lhe que ele tinha potencial e que deveria continuar estudando, mesmo sabendo da dificuldade de um jovem daquela região conseguir deslocar-se quase duzentos quilômetros para estudar na capital.
Passados vinte e quatro anos, esse ex-aluno encontrou-me graças a esta coluna no Jornal Oportunidades e enviou-me um e-mail na véspera do meu aniversário no qual ele narra que, após formar-se, ficou um ano sem estudar e não se sentiu bem. Decidiu, então, seguir meu conselho. Foi para Boa Vista, graduou-se em Matemática e fez pós-graduação na Universidade Federal de Roraima. Não satisfeito, aumentou a distância de casa para quase mil quilômetros, cursou mestrado na Universidade Federal do Amazonas e concluiu seu doutorado no dia 13 de dezembro de 2016. Seis dias depois ele escreveu no e-mail para mim: “O motivo do meu contato é para dizer-lhe que eu guardei umas palavras que me falaste em Normandia. Você me disse: Elzimar, acho que você tem condições de fazer uma faculdade e deve continuar. Essas não são as palavras exatas, mas foi a mensagem que guardei. Muitas pessoas me ajudaram e sou grato por tudo”.
Existem coisas na vida que nenhum dinheiro do mundo é capaz de comprar. A satisfação que tive ao ler o e-mail é uma delas. Saber que eu contribuí – ainda que seja com uma mínima parcela – para melhorar a vida de um habitante de uma cidade com imensa falta de recursos é muito bom! Como o educador Paulo Freire disse em sua obra Pedagogia da Autonomia: “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.
Considero o professor o mais importante profissional da sociedade, pois todos os demais são educados por ele. A história afirma que D. Pedro II teria dito: “Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro”. Infelizmente, nosso país não dá o devido valor a seus professores.
Minha coluna do jornal diz respeito à Matemática, a rainha das ciências, e não posso furtar-me a isso. No texto publicado em 31 de outubro de 2016 eu apresentei uma tabela com símbolos relacionados a números, pedi ao leitor que escolhesse qualquer número de dois algarismos, invertesse os algarismos e fizesse a subtração entre o número original e este último formado. Feito isso, o leitor deveria verificar na tabela o símbolo correspondente. Aí eu “adivinhei” a resposta: ♥. Como eu acertei? Quando pegamos qualquer número de dois algarismos, invertemo-los e fazemos a subtração entre eles, o resultado sempre será um número múltiplo de 9: 0, 9, 18, 27, 36, 45, ... Observe na tabela dada que o símbolo ♥ está relacionado a todos os múltiplos de 9. Imaginemos que o leitor pensou em 75. Invertendo os algarismos: 57. Fazendo a subtração: 75 – 57 = 18. Simples, não?
Amigos leitores, até o próximo texto, se Deus nos permitir!

Paulo de Tarso Ramos

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